sábado, 23 de fevereiro de 2013

Condição imposta

Ai, ai
Ui, ui
Eu não sei o que eu fiz
Onde eu amarrei a minha égua
Não poderia ter amarrado em outro lugar?
Poderia? Até que poderia
Mas eu amarrei em Moji Mirim
Isto é um fato
E contra fatos não há argumento
E por aqui eu fiquei acorrentado
Encontrei cegos e surdos
A minha voz ninguém quer ouvir
Todos querem me explorar
Todos me subjugam
E o motivo dessas atitudes é que eu não tomo bebida alcoólica
E ela e a condição par ser, ser social.
Muito diferente de Pirajuí
Por lá ninguém me pergunta nada
Por lá todos me aceitam do jeito que eu sou.

Luís Antonio Padovani
23/02/2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Rapidão

Mira para alguém
Para fletar
Para paquerar
Fazer um flash
Um momento rápido de luz
Uma piscadela
Para olhar para ela
Mesmo que for por um instante
Eu queria ser a nascente do seu rio para vê-la toda
Não se trata de uma declaração de amor
Mas o seu nome sempre me excitou minha criatividade
Em uma atriz famosa eu imaginava ser você a mulher de Roberto Carlos
Os nomes são iguais
Mas eu não sei se o nome dela é opciodonimo
No entanto o seu é verdadeiro
Mas como eu gosto de criar eu não poderia deixar de passar.
Como diria Djavan
Você deságua em mim e eu oceano

Luís Antonio Padovani
16//02/2013

O lamento não basta

Alguma coisa está errada neste mundo
Tudo o que eu crio é repetido
É preciso corrigir isso
Eu preciso ganhar algum
Criar e não ganhar
E onde ficam os meus direitos autorais?
É um assunto de se pensar
Por hora eu publico livros
Registro na biblioteca do Rio de Janeiro
Publico no meu sítio
No momento é o que eu posso fazer
Como dizem por aí publica-se, registra-se, cumpre-se
Tudo o que está ao meu alcance eu faço
É evidente isso
Porque o que não está ao meu alcance eu não posso fazer
E por este momento eu encerro este desabafo
E tudo que eu posso fazer é vender os meus livros
E é o que eu executo
E espero que alguém me escute
Este jeito moleque de ser é meu
Mas eu tenho muitas preocupações sociais

Luís Antonio Padovani
16/02/2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Fica na sua imaginação

Se você for acreditar ou não vai mudar
O que você pensa ou deixa de pensar não importa nada para mim
A tua importância para o mundo é insignificante
Então eu não sei qual é o motivo que despreza alguém
Anda com o nariz empinado
Não olha para os lados
Não olha para frente
Não olha para traz
Olha tão-somente no teu umbigo
Pensa somente naquilo que precisa
Quando alguém precisa de ajuda está roubado
Porque ajuda nenhuma terá
Nem mesmo quando quem precisa de ajuda é quem te ajuda
Você não ajuda nem quando o interessado é você
Desse jeito não vai
E sempre eu digo quem é inteligente sai de Moji Mirim
Para poder sai da idiotice
Eu tenho medo que isso pega
Porque penso que é uma doença
Porque aqui todos estão praticamente contaminados
O que falta é remédio
E o remédio está difícil de se ser feito porque nem livro cura
Em Moji Mirim em é um de decorebas que não tem tamanho
E quando aparece um problema que está fora dos livros diz que é impossível de acontecer veja só então não está nos relatos dos livros.

Luís Antonio Padovani
12/02/2013
Decorabas palavra criada por mim que quer dizer decorar

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Espírito modado

Uma paródia da música do programa do fantástico

Título da música "Fantástico"

Música Guto Graça Mello
Letra José Bonifácio de Oliveira Sobrinho

É fanático o homem de plástico
É fanático o homem de elástico
É fanático a vida em si
É fanático a plasticidade do que o homem tem
É fanático  a elasticidade que o homem tem
É fanático o homem
É fanático o homem moldurado
É fanático o homem esticado
É fanático como um ser é influenciado
É fanático como o homem fica seriado
É fanático a história do homem
É fanático como o homem ultrapassa obstáculos
Ser um homem fanático é muito grave
Mais grave que um homem fanático é a cegueira que o fanatismo gera
É fanático o espetáculo da vida
É fanático o homem de plástico
É fanático o homem de elástico

Luís Antonio Padovani
10/2/2013
Poema  publicado no livro Arco-Íris
Página 122
Editora lxtlan
Cidade São Paulo
Ano 2015

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Uma conversa imaginária

I

Não tem nada não
Não esquenta a cabeça não
Não vai valer a pena não
A sua solução sou eu

II

Não tem nada não
Se você tem problemas venha até mim
E tudo fica simples assim
O seu problema resolvido
E a satisfação garantida
Mesmo porque eu me garanto na minha performa
Venha agarrar em minha
Que eu vou agarrar em sua
Dessa forma formaremos um casal

III

Não tem nada não
Venha conferir o que eu posso te dar
Nunca exija o que eu não posso dar
Não exija  de mim o que eu não posso fazer
É tudo o que eu peço para Ana Carolina Tirapele

Luís Antonio Padovani
09/02/2013
Não esquenta a cabeça expressão idiomática que quer dizer não se preocupa 

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Ceguinho total

O pior cego é aquele que não quer ver
Tem gente que vê e não enxerga o que está frente
E além do mais é teimoso
Apesar de ver diz que não vê
A para o azar geral diz que é mentira
Por mais que mostre a verdade diz que é mentira
E tem gente que vê o seu próprio interesse
Ou sei lá
Penso que não
Porque quando se trata de socorrer o seu interesse
O seu interesse fica só
E a solução é correr para uma outra alternativa
E a outra alternativa por um outro azar o diferente não tratado igual
Eu nasci epiléptico por um erro médico e não meu
E eu sou condenado pelos erros dos outros
Até quando isso vai acontecer
Eu não compreendo um assunto desses
E assim que os mojimirianos são uns povos que vivem no século dezoito e no século vinte e um se comporta
Eles fecham as porta para quem não toma álcool
E como eu digo mojimiriano parece um posto de gasolina
Tem que parar para tomar um álcool.

Luís Antonio Padovani
03/02/2013