sábado, 1 de setembro de 2012

O grac das rãs



Eu gosto da natureza
Eu gosto da sinfonia das rãs, dos sapos e das pererecas.
É uma musica aos meus ouvidos
Eu quando durmo na edícula abaixo da casa principal de chácara da minha avó eu admiro o coaxar dos animais
Porque é a natureza em harmonia
Grac, grac anuncia a chuva.
São os animais com sintonia com a natureza
Quando ouço os pássaros é o anuncio de sol
A natureza é uma beleza
Tudo funciona orquestrado
Tudo é perfeito
E a homem quer destruir
Para que isso
A natureza significa vida
E deixa a vida perseguir.

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 10/2/1987

Significação



Palavras vazias são aquelas jogadas ao ar
Sem nenhum propósito
Ou melhor, com algum propósito.
Com o desejo de plantar o verde para colher o maduro
A qualquer instante é ouvida
Ora é verdade
Ora é mentira
É difícil saber
Para isso eu uso a razão
Mesmo porque eu sou um ser racional
E por isso eu procuro à lógica
Se eu achar uma história estranha
E tenho que analisar o que há de estranho
Fazer como no jogo de xadrez
Pensar, pensar
Pensar no que está esquisito
Juntar as peças como no quebra cabeças
Juntar as peças para fazer uma figura
Se não for possível fazer uma figura ver o que está de errado ou que falta para montar
É porque eu sou racional e por isso eu uso a razão
Se não for assim de que vale eu ser racional?
Não é verdade?


Luis Antonio Padovani
Escrito na página 15/2/1987

Manifestação



Um ser humano não é somente defeito
Um ser humano tem defeito e qualidades
As qualidades é que devem ser ressalgadas
Os defeitos devem ser corrigidos nos dia a dia
Porque todos os dias têm novos conhecimentos
Por que esses conhecimentos fazem com nos corrigimos
Eu penso que não existe um ser humano somente com defeitos
Se for possível aponte-me um
Que eu mostrarei uma qualidade
Porque um ser inoperante é uma noticia incrível
Alguma um ser sabe fazer que eu não saiba fazer
Ou algum serviço um ser sabe fazer que é útil a alguém
Um ser tem que produzir algo para dar a sociedade

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 15/2/1987

Pulando e bebendo



Quatro dias e quatro dias
A pular e a beber
Colocar tudo o que tem direito para fora
Tudo aquilo é proibido durante o ano fazer
Se libertar das amarras da sociedade
Que é cheia de regras
O carnaval é o momento de quebrá-las
Ser aquilo que cada um quer ser realmente
O carnaval é um mundo a parte
O carnaval é o momento em que esquecemos todos os problemas do mundo
E o momento em que esquecemos do mundo
Do mundo externo
E a única coisa que realmente importa é pular
Este é o carnaval moderno

Luis Antonio Padovani
Escrito na página 15/2/1987

Dia ideal



Eu não aguento mais essa conversa de que o mundo vai acabar em dois mil
Tudo por causa de Nostradamus disse isso
Em minha opinião nós damos um passo a mais todos os dias
O mudo acaba para quem morre
E continua para o resto
Eu acho uma perda de tempo discutir isso
Mas é o que todo mundo fala
E o que posso fazer é escutar e ficar impaciente
E quem fazer o mundo acabar é o próprio homem com as suas atitudes poluentes
O próprio homem é quem vai acabar com a camada de ozônio que protege a Terra do calor do sol
E se essa camada terminar o mundo vai acabar em fogo por causa do excesso de calor
Mas o homem vai morrer antes por não suportar a temperatura.
E aqui eu manifesto um desejo
Se um dia o mundo findar porque não terminar com amor
Seria um momento ideal
Um amor ao outro sem si preocupar com o seu próprio umbigo
E que o globo acabe em paz.

Luís Antonio Padovani
Escrita na página 15/2/1987

Artista e arte



Manifesto
Espaço
Espaço manifesto
Os artistas manifestam todas as suas artes em um espaço
O espaço é espaço manifesto
Sempre a procura de um público o artista publica, faz exposições e festivais sempre com o objetivo de mostrar o que ele produz.
Se não for assim o artista está totalmente egoísta porque a arte é para ser mostrada e não guarda em uma gaveta qualquer para ficar empoeirada e esquecida
O artista faz de sua maneira o depoimento do seu povo, do seu tempo.
O artista tem que mostrar a sua arte
Dar a cara para bater
Deixar o seu nome ao conhecimento do povo
A arte e o público é uma harmonia perfeita

Luís Antonio Padovani
Escrito na página 15/2/1987

Retrocedendo


  
Prado olha todos os dias a casa de Mara
Olha uma movimentação estranha
Mara a principio não tem nada de novo
Ela levanta cedo
Vai para escolha
O seu pai o senhor Coelho vai trabalha na champion
Sua vai Ernestina vai dar as aulas de geografia
Uma carga horária de quarenta horas semanais
Os pais lutam para sustentar Perfeito e Mara, seus filhos.
Mas uma coisa me intriga
Pedro entra na casa de Mara exatamente na hora em que Coelho, Ernestina e Perfeito não estão.
Todos os dias são os mesmo acontecimentos
E Mara pergunta por que Acácio não vai conversar com eles
E o que ele responde é porque ele tem uma desavença
E por isso não tem nenhuma simpatia
E por isso ele não o convida
E todos os dias é aquela suruba
E eu ali somente na observação
E em razão disso Mara e Pedro são obrigados a se casar
Mara com dezesseis anos e Pedro com vinte
Se for uma atitude que eu não concordo é o casamento por engravidar alguém
Um erro não justifica o outro
Mas nessa sociedade de falso moralismo é um acordo muito bom
E ainda mais livra o cidadão da cadeia
Mas se for à vida seguir em frente de cada um e o pai da criança pagar a pensão é para mim uma maneira mais acertada.
Se um dia eles voltarem a se relacionarem e casarem perfeito
Mas se não for assim e cada um seguir o seu caminho também é perfeito porque é assim que caminha a humanidade
A vida caminha para frente
Porque é para frente é que se anda
Caminha para frente porque atrás vem gente

Luís Antonio Padovani
15/2/1987