Fazer poesia para mim é uma coisa natural
Nas minhas veias corre tinta
Eu fico com uma agonia quando tento escrever algo e não consigo
Escrever para mim é uma intuição
É um momento inexplicável
É o instinto primitivo
Não importa o período do dia
Nem tão pouco o local
É uma coisa que ascende quando menos eu espero
É algo espontâneo
Existe algo que faz com que eu escreva
Eu não sei se é Deus
Eu não sei se é um anjo da guarda
Eu não sei se é um espírito
É um momento inigualável
É uma coisa mística
E eu também não quero o que é
Simplesmente acontece
Eu não procuro a razão
Pois eu não sou capaz de decifrar
Então eu escrevo
Luís Antonio Padovani
8/7/1995
sábado, 4 de agosto de 2012
Descrença de si mesmo
Eu não acredito!
Eu não acredito!
É fato concreto
Olha só isso aqui!
Eu não acredito!
Eu não acredito!
Mas você está vendo?
Eu não acredito!
Eu não acredito!
Não é possível?
Pode pegar e sentir.
Eu não acredito!
Mas você está tocando.
Você está vendo.
Eu não acredito!
Você copiou de onde?
Eu que a fiz.
Eu não acredito!
Você não é capaz.
Olha aqui, toque, perceba.
Eu não acredito!
De quem é?
É minha.
Eu não acredito!
Você copiou de algum lugar?
De onde você copiou?
Eu que a fiz
Eu não acredito!
Você é maluco.
Você não consegue fazer isso.
Mas fui eu quem a fiz].
É mentira!
Não é verdade
Se você acreditar ou não, meu amigo, nada vai mudar.
Fui eu que a fiz.
Luís Antonio Padovani
13/7/1995
Poema publicado no livro Q dê Sete
Editora João Scortecci
Ano da publicação 1996
Cidade São Paulo
Páginas 45 e 46
Eu não acredito!
É fato concreto
Olha só isso aqui!
Eu não acredito!
Eu não acredito!
Mas você está vendo?
Eu não acredito!
Eu não acredito!
Não é possível?
Pode pegar e sentir.
Eu não acredito!
Mas você está tocando.
Você está vendo.
Eu não acredito!
Você copiou de onde?
Eu que a fiz.
Eu não acredito!
Você não é capaz.
Olha aqui, toque, perceba.
Eu não acredito!
De quem é?
É minha.
Eu não acredito!
Você copiou de algum lugar?
De onde você copiou?
Eu que a fiz
Eu não acredito!
Você é maluco.
Você não consegue fazer isso.
Mas fui eu quem a fiz].
É mentira!
Não é verdade
Se você acreditar ou não, meu amigo, nada vai mudar.
Fui eu que a fiz.
Luís Antonio Padovani
13/7/1995
Poema publicado no livro Q dê Sete
Editora João Scortecci
Ano da publicação 1996
Cidade São Paulo
Páginas 45 e 46
Nunca pensa
I
Pobre coitado
Só porque é alguma coisa
Pensa que é grande coisa
Pobre coitado
Vive no seu céu
Pensa que é uma estrela
Vive no seu mundo
Um mundo inabalável
"Bella roba"
III
Pobre coitado
Só porque é uma estrela
Pensa que brilha eternamente
Enquanto tem salário tem adulador
Porque a vida é assim
O mundo é movido por interesses
IV
Pobre coitado
É cheio de orgulho
Desfaz do semelhante
Só porque tem alguma coisa
Quando chega parece um pavão
Logo quer mostrar toda a sua beleza
V
Pobre coitado
Pensa que é eterno
Doce ilusão
Que bela porcaria
Grande coisa
Um dia vai morrer
E só vai ser eterno se deixar algo interessante
VI
Pobre coitado
Põe-se em um pedestal
Reina o monologo
Pensa que nunca vai cair
E... Mas um dia... O pedestal... Nunca se sabe...
Imprevistos existem
E o pobre coitado como é que fica?
Com cara de tacho
É claro
E como vai explicar em casa
E jeito vai ser se esconder de baixo da mesa
Que é para esconder a vergonha do mundo
Para não morrer de vergonha
É claro.
Luís Antonio Padovani
13/7/1995
Publicado no livro "onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim
Ano da publicação 2012
Páginas 19 e 20
Com modificações
Pobre coitado é que diz erroneamente quando tem um dó de alguém
Estrela é pelo seu aspecto de beleza, brilho.
Eternamente refere-se a Deus
Pedestal onde é colocada as autoridades
Como vai explicar em casa refere-se ao jornalista Silvio Luís ao dizer o que eu vou dizer lá em casa.
Esconder por de baixo da mesa expressão idiomática que significa desaparecer.
Pobre coitado
Só porque é alguma coisa
Pensa que é grande coisa
Pobre coitado
Vive no seu céu
Pensa que é uma estrela
Vive no seu mundo
Um mundo inabalável
"Bella roba"
III
Pobre coitado
Só porque é uma estrela
Pensa que brilha eternamente
Enquanto tem salário tem adulador
Porque a vida é assim
O mundo é movido por interesses
IV
Pobre coitado
É cheio de orgulho
Desfaz do semelhante
Só porque tem alguma coisa
Quando chega parece um pavão
Logo quer mostrar toda a sua beleza
V
Pobre coitado
Pensa que é eterno
Doce ilusão
Que bela porcaria
Grande coisa
Um dia vai morrer
E só vai ser eterno se deixar algo interessante
VI
Pobre coitado
Põe-se em um pedestal
Reina o monologo
Pensa que nunca vai cair
E... Mas um dia... O pedestal... Nunca se sabe...
Imprevistos existem
E o pobre coitado como é que fica?
Com cara de tacho
É claro
E como vai explicar em casa
E jeito vai ser se esconder de baixo da mesa
Que é para esconder a vergonha do mundo
Para não morrer de vergonha
É claro.
Luís Antonio Padovani
13/7/1995
Publicado no livro "onde mora o seu preconceito"
Editora Gráfica Azul
Cidade Moji Mirim
Ano da publicação 2012
Páginas 19 e 20
Com modificações
Pobre coitado é que diz erroneamente quando tem um dó de alguém
Estrela é pelo seu aspecto de beleza, brilho.
Eternamente refere-se a Deus
Pedestal onde é colocada as autoridades
Como vai explicar em casa refere-se ao jornalista Silvio Luís ao dizer o que eu vou dizer lá em casa.
Esconder por de baixo da mesa expressão idiomática que significa desaparecer.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Só uma reta
Vem cá...
Isto que você escreveu neste livro é verdade ou você escreveu isto somente por escrever
Fala para mim porque você escreveu esta poesia
Você é bicha mesmo
Ou você... O que você pensa
Fala a verdade
Não dá risada
Eu falo sério com você
Eu sou quem você é...
Eu sei que a sua mãe é professora
Eu sei que a sua irmã é nutricionista e trabalha na Santa Casa do Guaçu
Eu sei que o seu irmão é médico urologista
Eu sei que o seu pai era corretor de imóveis, tinha uma loja de moveis e era perito judicial.
Mas bicha eu não sabia que você é
Para mim é novidade
Você quer tirar sarro com a turma
Não
É que você não sabe que esta poesia é hermafrodita
E quando eu a fiz foi como eu fosse brincar com as palavras
Até risada eu dei
E foi com o tempo que eu aprendi a fazê-la
Luís Antonio Padovani
25/7/1995
Bicha gíria que quer dizer homossexual
Isto que você escreveu neste livro é verdade ou você escreveu isto somente por escrever
Fala para mim porque você escreveu esta poesia
Você é bicha mesmo
Ou você... O que você pensa
Fala a verdade
Não dá risada
Eu falo sério com você
Eu sou quem você é...
Eu sei que a sua mãe é professora
Eu sei que a sua irmã é nutricionista e trabalha na Santa Casa do Guaçu
Eu sei que o seu irmão é médico urologista
Eu sei que o seu pai era corretor de imóveis, tinha uma loja de moveis e era perito judicial.
Mas bicha eu não sabia que você é
Para mim é novidade
Você quer tirar sarro com a turma
Não
É que você não sabe que esta poesia é hermafrodita
E quando eu a fiz foi como eu fosse brincar com as palavras
Até risada eu dei
E foi com o tempo que eu aprendi a fazê-la
Luís Antonio Padovani
25/7/1995
Bicha gíria que quer dizer homossexual
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Amar não é um verbo
Amar é uma ação
Para amar é preciso ter no mínimo ter duas pessoas
Para não dizer no máximo
Amar é dar algo sem esperar nada em troca
É uma ação continua
É um abraço
É um beijo
É um cumprimento
É dar as mãos
É dar as mãos para quem precisa
É dar um emprego
É dar condições de vida
Amar é uma ação sem interesse
Amar é ação.
Luís Antonio Padovani
26/7/1995
Amar é uma ação
Para amar é preciso ter no mínimo ter duas pessoas
Para não dizer no máximo
Amar é dar algo sem esperar nada em troca
É uma ação continua
É um abraço
É um beijo
É um cumprimento
É dar as mãos
É dar as mãos para quem precisa
É dar um emprego
É dar condições de vida
Amar é uma ação sem interesse
Amar é ação.
Luís Antonio Padovani
26/7/1995
Início ao fim
I
Eu sou prostituta
Eu uso da astúcia
Eu uso da persuasão
Eu não aceito dividir freguês
Eu escolho homem a dedo
II
Eu sou uma prostituta
Ganho a minha vida nas esquinas das cidades
Eu cobro para sair com homens
E logo estou na cama
Eu não gosto de trabalhar em fábricas
III
Eu sou prostituta
Só quero ver homens que gastam comigo
Moro com um homem
Sou fiel a ele
Só se ele me sustentar
Eu sou prostituta
Eu sou sem moral
A moral não paga as minhas contas
V
Eu sou prostituta
A minha reputação se foi para o espaço
E cada dia o meu buraco fica mais fundo
Luís Antonio Padovani
29/7/1995
Escolher a dedo expressão idiomática que significa não sair com qualquer
Ir para o buraco expressão idiomática que quer dizer destruído
Obvio e onulante
Cada dia eu fico convencido de uma coisa
Não se pode prever nada com antecedência
Principalmente quando se trata de futebol
Realmente o jargão está certo
Futebol é uma caixinha de surpresas
Futebol é bola nada rede
Nem sempre quem vence é o melhor
Às vezes quem é o melhor não consegue fazer os gols
Cada jogo é uma história
Um jogo nunca é igual ao outro
Nada é impossível
Isso também vale para a vida
Tudo que se acredita pode acontecer
É só ir à luta
Não se deixar abater
Tem que lutar
Se não fica do jeito que está
O futebol é um esporte imprevisível
Mas se fosse previsível não seria futebol
Não teria os torcedores que tem
E assim sendo o futebol nos reserva muitas surpresas
É realmente surpreendente
Nada que eu escrevi é novidade
Tudo é conhecimento domínio público
Luis Antonio Padovani
1/8/1995
Não se pode prever nada com antecedência
Principalmente quando se trata de futebol
Realmente o jargão está certo
Futebol é uma caixinha de surpresas
Futebol é bola nada rede
Nem sempre quem vence é o melhor
Às vezes quem é o melhor não consegue fazer os gols
Cada jogo é uma história
Um jogo nunca é igual ao outro
Nada é impossível
Isso também vale para a vida
Tudo que se acredita pode acontecer
É só ir à luta
Não se deixar abater
Tem que lutar
Se não fica do jeito que está
O futebol é um esporte imprevisível
Mas se fosse previsível não seria futebol
Não teria os torcedores que tem
E assim sendo o futebol nos reserva muitas surpresas
É realmente surpreendente
Nada que eu escrevi é novidade
Tudo é conhecimento domínio público
Luis Antonio Padovani
1/8/1995
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